Se você costuma fazer compras com frequência já percebeu que o varejo de moda mudou. Das lojas de rua ao boom dos shoppings centers, hoje em dia muitas compras se resolvem em apenas um clique. Nesse post, você vai conhecer uma breve história do varejo de moda, o surgimento dos shoppings centers que mudou o comportamento do consumidor e como o comércio online vem dominando o cenário atual do varejo de moda.
O surgimento do varejo de moda
Se você já visitou ou pretende visitar Nova York, já viu ou ouviu falar da loja de departamentos Macy’s. É um prédio de 11 andares ocupando quase que um quarteirão inteiro em Manhattan e um símbolo da evolução do varejo de moda no mundo. Com o surgimento dessa loja de departamentos e outras pelo mundo, se iniciou a mudança de conceito do comércio varejista: ela passa a ser uma experiência de passeio e consumo em massa.

Loja Macy’s em Nova York. Fonte: Pinterest
No Brasil, antes do surgimento do 1o shopping center (em 1966), a aquisição de roupas era feita em grandes magazines como Mappin e Mesbla que adotavam o modelo europeu com andares específicos para sapatos, acessórios e roupas feitas. O comércio de tecidos estava no auge para que as roupas fossem confeccionadas pelas próprias mulheres que costuravam ou pelas costureiras locais e de alta-costura. Revistas de moda com moldes para costura faziam muito sucesso.
O primeiro shopping center do Brasil
Foi no ano de 1966 em São Paulo – SP que foi inaugurado o Shopping Iguatemi e que está até hoje no endereço inicial. A rua se chamava Iguatemi (daí o nome), atualmente Av. Brigadeiro Faria Lima. Nessa época, atraídos pela novidade e chance de se estabelecer num conceito de compras que era novo no Brasil, muitos comerciantes da Rua Augusta migraram suas lojas para esse shopping. Hoje em dia, é um centro de compras voltado para consumidores de alta renda, basicamente das classes sociais A e B+.

Shopping Center Iguatemi (SP) no final dos anos 1960. Fonte: saopauloinfoco.com.br
No início, os shoppings centers eram voltados apenas para o comércio. Não havia cinemas ou áreas de alimentação, apenas pequenos cafés e confeitarias, e alguns restaurantes locais. As pessoas, acostumadas a andar pelas ruas e fazer suas compras a pé, ficavam pouco tempo dentro desses estabelecimentos. A partir de 1980, com o surgimento dos cinemas, áreas destinadas a alimentação e serviços, os shoppings centers passaram a ter o conceito de “centro de convivência e lazer”.
De acordo com a Abrasce – Associação Brasileira de Shopping Centers, atualmente temos 658 shoppings centers no Brasil, a maioria concentrados na região Sudeste. Outras informações como por exemplo quais são os maiores shoppings em área bruta, você encontra no site da associação clicando aqui https://abrasce.com.br/
O sucesso do E-commerce e o novo perfil do consumidor
O brasileiro não deixou de ir ao shopping center. Nos finais de semana, é fácil notar o grande movimento nas lojas e áreas de lazer. Porém, algo mudou no comportamento desse consumidor: ele também faz compras online seja de roupas, calçados ou acessórios.

O e-commerce de moda começou a aparecer no Brasil entre o final da década de 1990 e início dos anos 2000. Em 2002 a empresa Netshoes https://www.netshoes.com.br/ iniciou sua operação de vendas online abrindo caminho para o comércio eletrônico de calçados e artigos esportivos. Nos anos seguintes, outros sites iniciaram a venda de roupas e acessórios e podemos destacar em 2011 a Dafiti https://www.dafiti.com.br/ com a venda em grande escala e com uma logística estruturada.
Hoje em dia, o e-commerce de moda está bem mais estruturado, oferecendo vantagens como descontos para 1a compra, cashback e frete grátis. As opções de pagamento se tornaram atraentes e facilitadas com o surgimento do Pix. Muitas vezes, um modelo ou cor não está disponível na loja física, mas encontrado facilmente na loja online da marca,
E qual é o novo perfil desse consumidor de varejo online ? Eles estão cada vez mais racionais, ou seja, não de deixam levar apenas pela emoção na hora da compra. Além disso, estão bem informados sobre valor e sabem que as marcas estão disputando sua atenção. Veja mais algumas informações sobre quem compra pela internet:
- Mulheres são maioria, cerca de 60 a 65% dos compradores online
- Mais de 80% das compras são feitas pelo celular, utilizando aplicativos próprios das marcas
- Conhecem novos produtos através de influencers no Instagram e TikTok
- Gostam de provar o produto nas lojas e finalizar a compra online para garantir vantagens como por exemplo descontos

Uma grande barreira nas compras online é o medo de errar o tamanho ou caimento da peça, por isso saem na frente lojas que oferecem logística reversa (quando a primeira devolução é gratuita) e tabelas interativas de medidas (você fornece suas medidas e ajusta o resultado de acordo com seu tipo físico).
O futuro do varejo de moda na loja física
O varejo de moda na loja física não vai acabar, e sim se adaptar. Cada vez mais, as lojas físicas deverão estar alinhadas com a loja online para garantir ao consumidor uma boa experiência de compra. Cashbacks e descontos podem ser usados em ambos os modelos de venda, criando uma fidelidade com esse cliente. Outro ponto importante é que nada substitui uma experiência de compra na loja física: o toque do tecido, os acabamentos e alinhamento da peça no corpo são conferidos ali mesmo na arara e no provador da loja. A partir desse conhecimento e comprovação, fica mais fácil comprar novamente pelo e-commerce daquela marca/loja.

O ambiente, organização e disposição das peças na loja física trazem uma satisfação na compra presencial. Uma coleção específica com ideias de como combinar com outras peças da loja e com acessórios faz com que o cliente adquira ali mesmo um look completo. É a adaptação aos tempos modernos que vai fazer a diferença nas marcas e lojas que vendem no modelo físico. E o consumidor só tem a ganhar com isso.
